Entrevista com o Coronel Washington

Entrevista com o Coronel Washington, Comandante da Escola de Educação Física da PMESP

Unidade realizadora do Teste Físico do concurso de Soldado PM e Oficial PM

A Escola de Educação Física da PMESP é a unidade que realiza os Testes Físicos do Concurso de Soldado e Oficial da Polícia Militar e que possui vários cursos para a Polícia Militar. O nosso Diretor, Ligieri, que já trabalhou na Escola de Educação Física em 2003, foi recebido para realizar uma entrevista com o Comandante, Cel. Washington, para contar um pouco de como foi seu inicio na carreira de Oficial e seus primeiros dias na academia da Polícia Militar!

Se você pretende fazer o TAF (Teste de Aptidão Física) na Escola de Educação Física da PMESP, venha conferir!

Coronel, conte-nos um pouco sobre sua história de vida, de carreira na Polícia militar.

“Eu me formei em 1986, e já estou completando quase 35 anos de serviço. A academia da Polícia militar foi o meu refúgio. Eu me identifiquei muito com o serviço Policial militar, com a briga pela postura ética, pelo companheirismo, pela amizade. Hoje carrego meus amigos, desde a época da academia da Polícia militar, 35 anos juntos, família e todos juntos. A gente resolvia os problemas uns dos outros. Fiz aqui o curso de Educação Física, fui o primeiro colocado no ano de 1998. Será gratificante encerrar a minha carreira aqui. Temos uma atuação muito grande junto aos editais de concurso da Polícia Militar. Quem vai entrar na academia ou em Pirituba faz o teste de aptidão física aqui, por isso recebemos diariamente 300 candidatos e candidatas disputando suas vagas. ”

Como foi o seu ingresso na academia da Polícia militar?

“Eu era um garoto do interior, embora meu pai e o meu tio fossem policiais militares, eu não me ambientava. Na primeira vez que eu prestei, eu fui reprovado no psicológico. Acabei passando na segunda vez. Hoje posso falar que me identifiquei muito com a vida de Policial militar. Trabalhei na Corregedoria, na Casa Militar, e nas Unidades de Choque por muitos anos. Em especial, trabalhei 10 anos junto aos Tribunais.”

Quem inspirou o Sr. a ser policial militar e como foram os primeiros dias da academia do Barro Branco?

“Eu tinha dois sonhos quando entrei na academia da Polícia militar: De fazer direito no largo São Francisco e de cursar a escola de educação física. Realizei os dois com a ajuda de Deus. A primeira vez que prestei, vim despreparado pela imaturidade e fui reprovado. Um ano depois vim mais preparado fisicamente. Tanto que no teste de aptidão tirei 10 nos 7 testes da época. É muito importante ter conhecimento prévio do que será avaliado, chegar na hora e não sofrer.

"Eu, por exemplo, não sábia saltar em altura. Eu cai com o queixo no chão e levei 5 pontos. Eu entrei na academia da Polícia Militar com 18 anos, pois com 17 fui reprovado na primeira fase. Quem me inspirou a entrar na academia da Polícia militar, além das dificuldades de se morar no interior e querer ter uma carreira, foi a minha família. Meu avô colocou meu pai e o meu tio pra fora de casa, ambos foram servir o exército em Pirassununga, e não era fácil. No fim, os dois entraram na força pública com muito esforço e dedicação.”

“A Polícia Militar é o único lugar em que a ética gera permissões disciplinares. Se ferir uma posição ética, você é punido administrativamente. Não é difícil conviver dentro na Polícia Militar, desde que você não fuja das regras. Eu me identifiquei e vou sair pela porta da frente, me aposentando com 5 anos de coronel.”

Uma ocorrência que te marcou.

“Foi num roubo a banco onde eu tive que atirar em um assaltante que estava lutando com um refém. Os dois lutando e eu atirando da janela no assaltante. Foi muito marcante porque ele atirou em mim e pegou no vidro. Tinha acabado de me formar e naquele tempo tínhamos pouco estágio operacional. Sequer sabia falar no rádio direito. O treino ocorria no alojamento.

“Na minha época, nós saiamos mais militarizados. Hoje não. O aspirante sai da Polícia militar com prática operacional, vários estágios. Eu não tive estágio. Então sai da academia da Polícia militar, aspirante e fui me adequando as necessidades. Lembro que tinha até dificuldade em falar com o Copom.”

Como foram os primeiros dias na academia do Barro Branco?

“Sofri bastante nos três primeiros meses. Quando entramos, a turma era pequena, entramos em 15 paisanos, os outros já tinham colégio. Então éramos em 30, 45. Na minha época tinham trotes, hoje não tem mais. Vim de longe. Cheguei em São Paulo, peguei o metrô pela primeira vez, para chegar na academia do Barro Branco. Mas em compensação, se você serve o exército, por exemplo, você é soldado, o pessoal tem a ideia de cobrar os exercícios físicos. Já na Polícia Militar não, eles querem o aspecto psicológico. Eles querem que você esteja bem para resolver os problemas. Tinha o dia inteiro de aula, foi um baque na minha vida. O que motivou foi a vontade de vencer, os amigos, o nível das aulas. Seja na escola de soldados ou na escola de oficiais, você vai ter muito pra aprender e estudar, só tem que se preparar.”

Qual mensagem o Senhor deixa para quem deseja ingressar na Polícia Militar?

“Vocês vão fazer um concurso difícil, concorrido, muita gente quer entrar na polícia militar. É uma carreira excelente, não posso reclamar de nada. Vale muito a pena ter uma carreira, com promoções e meritocracia, a vida não tá fácil em lugar nenhum. Conheça como funciona o exercício físico. O Videogame não te ajudar a passar na flexão de braço, nem na corrida de 12 minutos. A vida de hoje é diferente da minha época. VOCÊ tem que aproveitar os momentos para estudar bastante e se preparar fisicamente. SE NÃO, NÃO PASSA. É concorridíssimo. E nós aqui queremos realmente os melhores!

“Treinem, preparem-se. A briga é grande. Pense sempre em estudar e treinar. Quem tá preparado, e seguro, chega a onde quiser. “

 

Confira um trecho dessa entrevista no YouTube!!

       

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