PSICOLÓGICO PM – ME SINTO INIBIDO, MAS QUERO SER SOLDADO PM, E AGORA?

O concurso da Polícia Militar, quando se trata da Fase do Psicotécnico PM tem suas particularidades. Dentre estas, temos os próprios itens do edital que remetem ao perfil de Soldado PM. Itens como Relacionamento Interpessoal e Capacidade de Liderança podem fazer qualquer candidato se questionar sobre o significado dessas características de perfil.

No entanto, os campos citados são enormes, cheios de detalhes específicos. O importante é ter precaução e discutir sobre individualidades de termos que englobam tantos fenômenos. Hoje vamos refletir um pouco sobre o termo “inibição”.

Antes de nos aprofundarmos sobre Inibição e Relacionamento Interpessoal, vamos dar uma olhadinha no índice parcial de reprovação na fase do Exame Psicotécnico PM. Edital nº 1/321/18

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O que é Inibição?

Logo, podemos desconstruir o sentido de inibição. Seria o ato de omitir uma vontade, deixar de lado ter seu posicionamento por temer Inibição. No seu sentido geral, significa “algo que impede”. Inibir pode ter relação com “impedir, proibir”. Dentro da psicologia, pode ter uma relação com constrangimento e timidez – e isso pode ser considerado por muitos como um contra perfil da polícia.

Ao trabalharmos as relações humanas (Relacionamento Interpessoal, um dos itens que fazem parte do Psicotécnico PM), a inibição participa de nossas relações em muitos momentos. Só que pouco a percebemos.  Por exemplo, em um debate entre amigos, você quer emitir sua opinião controversa sobre algo. Mas, ficou com medo de ser ridicularizado e com medo do que os seus amigos vão pensar de você. Então você escolhe por não demonstrar sua opinião.

O que houve nesse exemplo relatado é inibição. Só que dentro do campo de relacionamento interpessoal: o ato de inibir sua expressão de opinião perante à um grupo de amigos. Olha, que interessante! É claro, também, uma relação com o campo de Capacidade de Liderança, presente como campo avaliativo durante o Psicotécnico PM

AVALIE SE SUA OPINIÃO É REALMENTE NECESSÁRIA E CONSTRUTIVA

Logo, podemos desconstruir o sentido de inibição. Seria o ato de omitir uma vontade, deixar de lado ter seu posicionamento por temer a reação do ambiente. (Mas, uma pausa: nem sempre se resguardar e deixar a sua opinião somente para você é algo ruim. Por isso, é interessante analisar o contexto onde se está inserido, pensar se realmente a expressão de opinião é necessária ou não).

Devemos nos preocupar se a inibição é tão frequente a ponto de o indivíduo não conseguir se posicionar perante o ambiente, ao pensar que “Ah, não é necessário falar, então vou ficar quieto”. Ou, também “Alguém vai falar por mim, não devo ser o único que esteja pensando isso”. Nesses dois exemplos de fala, é esboçado o quanto a pessoa cede seu posicionamento para o outro. Por que não emitir a opinião, mesmo que seja controversa? Por que não se posicionar, mesmo que outros já o fizeram?

Os “auto inibidores” respondem: “Porque dá muito trabalho” ou “Depois vou ter que explicar, explicar e explicar o motivo de minha opinião... dá uma canseira”. Ou seja, a dificuldade não está ao expressar a opinião, mas, sim, com as consequências dela. Muitas vezes omitimos aquilo que queremos dizer para não causar confusão.

Um exemplo que cabe a todos nós, aqueles que estão prestando para o concurso público para Soldado ou Oficial da PM exclusivamente: Numa relação conjugal (Relacionamento íntimo), você já deu seu “braço a torcer” para evitar uma discussão? Se sim, aqui há outro exemplo onde é melhor omitir uma opinião, ou seja, inibir-se, para não causar confusão. O que nem é sempre positivo. “Mas, por que não é positivo? Nesse caso, a discussão foi evitada.” Sim, a discussão foi evitada. Mas é necessário pensar a médio/longo prazo.

TEMOS QUE EVITAR TODAS AS POSSÍVEIS DISCUSSÕES?

No histórico de vida, construímos várias relações. Amizades, namoros, colegas de trabalho, afins. Dentre essas relações, durante nossa vida, podemos nos utilizar da “auto inibição”, que seria: deixar de expressar opiniões, não falar sobre o que sentimos e não nos posicionarmos perante às pessoas. Por temer a reação delas e as consequências.

Levando o exemplo acima do relacionamento íntimo em questão, será que é saudável escapar a todo momento de possíveis discussões? Talvez não, pois as pessoas e o campo de trabalho demandam de nós opiniões assertivas, claras e coesas.

Ao pensar na fase do Psicotécnico PM e no desenvolvimento de características pessoais que estão no edital, há a necessidade de conseguir expressar a própria opinião. Com confiança, sem temer o que o outro pode falar ou pensar sobre você. A “auto inibição” pode prejudicar o posicionamento que o indivíduo precisa ter diante dos obstáculos no campo de trabalho e pessoal.

Agora que entramos no conceito de inibição e “auto inibição”, como desenvolver esta característica visando o Psicotécnico PM? De maneira bem simples: ao se posicionar cada vez mais, expressar a opinião sobre assuntos, debater sem temer indagações e perguntas do outro. É o clássico “colocar a cara à tapa”, só que no sentido de se colocar à disposição do outro, ao colaborar em conversações, discussões e até mesmo debates.

Não está conseguindo melhorar sua inibição? Tem dúvidas ainda sobre como melhorar seu Relacionamento Interpessoal? Confira o nosso curso de Desenvolvimento Pessoal, contamos com um time de psicólogos que estão aptos a te ajudar na sua caminhada!

Vamos deixar aqui também o Perfil Psicológico exigido pelo Edital PM, assim você sempre lembrará o que é exigido!

PERFIL PSICOLÓGICO DO SOLDADO PM DE 2ª CLASSE

  • Flexibilidade moderada – ausência de rigidez na conduta, no limite em que não comprometa sua conduta no bom desempenho da função;
  • Disposição para o trabalho– capacidade para suportar longa exposição a agentes estressores, sem permitir que estes causem danos físicos ou mentais, sendo capaz de manter um bom nível de energia interna da qual o indivíduo dispõe para interagir com o meio;
  • Capacidade de liderança – potencial para agregar as forças da comunidade, valendo-se de criatividade e proatividade, sem abdicar da autocrítica quem mantém o equilíbrio das ações;
  • Relacionamento interpessoal adequado – adequado nível nas relações humanas, estejam em conflito ou não, que permita aperceber-se do comportamento dos outros do mesmo modo em que consegue comunicar-se apropriadamente;
  • Inteligência – grau de inteligência geral (fator G) dentro de faixa mediana padronizada para a análise, aliado à receptividade para incorporar novos conhecimentos e reestruturar conceitos já estabelecidos, com potencial de memorização, a fim de dirigir adequadamente seu comportamento;
  • Fluência verbal– facilidade para manipular os termos linguísticos na expressão do pensamento, através da verbalização clara e eficiente, expressando-se com desembaraço, sendo eficaz na comunicação;
  • Resiliência – potencial para superar frustrações e reveses, valendo-se da aprendizagem das vivências para desenvolver melhor suas atividades, tornando-as mais produtivas.

CONTRA PERFIL PSICOLÓGICO DO SOLDADO PM DE 2ª CLASSE

  • Descontrole emocional– utilização do potencial emocional sobrepondo-se ao racional, comprometendo o comportamento, seja por impulsividade, ansiedade ou agressividade descontrolada;
  • Sinais Fóbicos– presença de sinais de medo patológico ou irracional, com dificuldade para manter o autocontrole;
  • Falta de domínio psicomotor– ausência de habilidade cinestésica, por meio da qual o corpo se movimenta com eficiência, atendendo com presteza as solicitações psíquicas e ou emocionais.

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